Ainda ontem diversos meios de comunicação noticiaram a monstruosa morte de Maria, mais uma das vítimas de violência doméstica que sofreu, em silêncio, até o marido pôr termo à sua precoce juventude.
Sem dúvida, o flagêlo da violência exercida dentro de casa, afecta milhares de portugueses, independentemente do seu nível social, económico, cultural, formaçao religiosa, etc... Normalmente, a mulher, como aconteceu com Maria, é a mais violentada tanto a nível físico como psíquico. Porém, esta, por vezes, dificulta a condenação do seu agressor, pois não tem coragem e auto-estima suficientes para o denunciar. Este, agindo sob o efeito de álcool, drogas ou ciúme doentio, tem uma grande capacidade dissimuladora e consegue que os outros não desconfiem deste seu distúrbio emocional. Aliás, o agressor é capaz de controlar perfeitamente a vítima, comprando o seu silêncio através da chantagem ou da persuasiva promessa: não repetir o seu comportamento violento e abusivo que contraria qualquer valor ou princípio de moralidade.
Todavia, a vergonha, a chantagem ou promessa não podem contribuir para a construção de um mundo onde impera a falta de comunicação e o medo. Sendo assim, é necessário que todos nós, e cada mulher em particular, lutem pela merecida liberdade física, psíquica e até material, de forma a valorizar a sua integridade. É preciso denunciar,pedir ajuda às instituições sociais, é preciso ter coragem para dizer bem alto “chega! Eu sou um ser humano, digno, nada justifica a falta de respeito e a violência de que sou vítima”!
segunda-feira, 7 de maio de 2007
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1 comentário:
A isto devo respeito....
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